sábado, 5 de fevereiro de 2011

Toda a manhã procurei uma sílaba.

É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante, quase nada.

...Mas faz-me falta. Só eu sei
a falta que me faz.

Por isso a procurava com obstinação.

Só ela me podia defender
do frio de janeiro, da estiagem
do verão. Uma sílaba.

Uma única sílaba.
A salvação.
 
eUGÉNIO DE aNDRADE 
 
 
ineedchemicalx
 

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